Uma pessoa que eu odeio colocou no status do facebook que estava a beira do precipício… eu fui lá e cutuquei ela.
riick-paglioni:

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❝ Eu não tinha nada. Se não for muito, um cigarro velho que eu nem ia fumar. E ah, também tinha um cartão amassado (daqueles que a gente ganha pra ter desconto no motel), Só isso. Não sei por qual motivo, não sei por que eu. Não sei nem se eu merecia aquilo, fato é que: Foi um milagre, um presente de um desconhecido, pode ter sido o Papai Noel querendo fazer uma média, não sei. Parecia um anjo, não tava bêbado, nem chapado. Ela não era uma miragem, era real. Então eu disse “Vem sempre aqui?, e ela riu. Ela r-i-u, bem na minha cara. Aí eu me dei conta da besteira que tinha dito, porque ela ainda continuava rindo. Eu precisava prender a atenção dela, de uma forma ou de outra. Depois ela poderia virar as costas e continuar rindo, como se nunca tivesse conhecido um cara tão babaca quanto eu. Ela me encarava de constranger, os olhos dela me intimidavam, aí eu vi que ela era diferente das outras. Sabe porque? Por que eu tava olhando nos olhos dela, eu sabia até a cor, eles eram castanhos meio acinzentados. Eu estava prestando atenção nos olhos dela, ao invés dos peitos. Depois é claro, eu olhei pra eles. Eram convidativos, mas ela não me convidaria pra ir até sua casa. Ela ainda não tinha dito nada, e eu tava puto. Aí ela deu uma suspirada e disse: “Meu nome é Fernanda, seu pai é advogado?” Eu não pude deixar de achar graça, tava na cara que aquilo era zoação comigo. Conversamos por alguns minutos, e quando eu olhei pro lado… me deparei com um cachorro, era aquele das bochechas gigantes e assustadoras. Ela parou, e pegou o bicho no colo, daí ela disse: “Esse aqui é o Billy, meu bulldog” Eu quis dizer “Que merda!” e eu realmente disse, só pro meu subconsciente. Ela me deu aquilo pra segurar, eu me recusei a pegá-lo, mas ela insistiu. “Segura Rafael, é só um cachorro. Quero saber se ele gosta de você!” Aí eu pensei comigo “Se esse tal cachorro gostar de mim, o que impede dela gostar também?” Assim que segurei o billy, ele se ajeitou no meu colo, e… Fez xixi em mim. “Puta que pariu, esse filho da puta ta de sacanagem com a minha cara?” Ela riu, disse que aquilo era tipo de “boas vindas” E eu achando que cachorro só mijava onde ele achava ser território dele. – Pelo visto não. – Aquele cachorro me deixou tenso, eu sei, não era um filho, mas era nojento, e ela tinha paixão por ele. Eu tava apaixonado por ela, queria levá-la pra minha casa, casar, e essas palhaçadas que eu me pego pensando até hoje. Mesmo depois de tudo, mas ainda não cheguei ao fim da história. Pois bem, atropelamos o tempo, e ela foi morar comigo. Adivinhem? O Billy também veio. Ele era extremamente bagunceiro, fazia cocô nos piores lugares imagináveis, mordia os móveis, e praticamente todas as noites ia até meu quarto e se enfiava entre mim e a Fernanda. Aquele cachorro era incrivelmente irritante, por várias vezes pensei em levá-lo para um abrigo de animais, mas se eu fizesse isso, provavelmente ela ME colocaria no abrigo de animais. Depois de atear fogo em mim, claro. Nos primeiros meses, foi tudo incrível, eu nunca me vi tão babaca-babão-apaixonado na vida. Talvez aquilo nunca mais aconteceria de novo, eu nem pensava em ter que reconstruir minha vida, eu tava com ela, e eu achava que seria pelo resto da minha vida. Eu tinha tomado até jeito, do meu jeito, do jeito que ela já conhecia e que já tinha aprendido a amar. A gente tinha planos, e eu tava certo de que conseguiríamos realizar todos eles. Não acredito nessas crises de relacionamento, eu nunca parei pra discutir relação, eu nem achava que tinha coisa pra discutir. Aos poucos os problemas foram aumentando, como uma bola de neve. Não conversávamos mais, não ríamos mais, ela mal me tocava, eu não tinha coragem de chegar perto dela e pedir… Amor. Eu nem sabia que precisava pedir dessas coisas, amor a gente recebe de graça, né? Eu tava quase pagando pra sentir o corpo dela perto do meu. Quando eu caí na real, a bola de neve já tinha me atropelado, e ela tava saindo pela porta com com o cachorro nos braços. A gente nem tinha brigado, ela nem tinha dito nada. Eu nem tive reação ao ver que ela tava saindo de casa, eu sentei diante da porta e observei os passos dela até a mesinha, ela deixou o anel que eu tinha dado. Ela nem viu, mas o anel caiu no chão. Caralho, como aquilo doeu. Eu não queria chorar, não podia chorar até que ela sumisse da minha frente. Eu não era fraco, mas eu ainda tava apaixonado por ela. Acho que o amor dela acabou, ela deve ter cansado de nós. Eu não sei, só sei que desejei estar no lugar daquele maldito cachorro que eu tanto desprezei. Naquela hora, eu aceitaria até aquele bicho chato se ela estivesse feliz assim. Ela foi embora, levou o cachorro, as roupas dela, um cd que eu dei. Ela levou meu coração, e grande parte de mim. Eu não tinha nada antes, e não tenho mais nada agora. ❞
- Primeira porta á esquerda, fora do coração dela. (via abstinenc-e)
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QUEM NUNCA TAMPOU O RALO QUERENDO INUNDAR O BANHEIRO::::::::::::::::::::::::::::::::::POSER
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Obrigado meu Deus, por eu ter um cobertor e uma cama quentinha, um chuveiro quente e um casaco pra vestir. Cuide de todos aqueles que estão nas ruas, passando frio, não deixe que eles sofram. Amém.
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“Espero que você fique bem sem mim.” MENTIRA, EU ESPERO QUE VOCÊ PERCEBA, QUE SEM MIM, VOCÊ NÃO É NADA!
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